O Teatro Antigo de Taormina é uma das ruínas mais fotografadas de Itália — não pelo palco em si, mas pelo que se ergue por detrás dele. A cávea escavada na rocha, com mais de 107 metros de diâmetro, foi talhada na encosta no século III a.C. pelos colonos gregos helenísticos, e de cada assento a vista ultrapassa a parede arruinada do palco e alcança a Baía de Naxos, o Estreito de Messina e o longo cone do Monte Etna a fumegar no horizonte. É a vista mais icónica da Sicília, e atrai viajantes desde muito antes de a palavra "turismo" existir.
O que subsiste hoje é em grande parte romano. Sob Adriano ou Trajano, o teatro grego foi reconstruído em grande escala, em tijolo e pedra, com a bancada ampliada em nove setores cuneiformes acessíveis por oito escadarias, com capacidade para cerca de 10.000 espetadores na Antiguidade. No século III d.C., a orquestra foi reduzida e murada para servir de arena, testemunho de uma era posterior que preferia jogos de gladiadores à tragédia. O teatro nunca deixou verdadeiramente de ser utilizado: hoje acolhe o Festival de Cinema de Taormina em junho e uma temporada de concertos e espetáculos ao ar livre, com os mesmos assentos talhados na rocha a encherem-se novamente de público.
A visita demora cerca de uma hora, embora a maioria das pessoas se demore mais apenas pela vista. Tratamos da reserva do seu bilhete com data marcada para que chegue já com ele no telemóvel — sem filas na bilheteira, sem suposições sobre os horários de abertura, apenas um passeio pelo recinto até aos assentos suspensos sobre o mar.